Não se consegue entender o ensejo que a vida teima em legar-nos no mundo sorumbático que sobrevivemos e a verdade que, nele, se revela de uma forma inusitada. Encontrei-te num momento cotio como se apanha sempre o metropolitano para Entrecampos nas horas de ponta e, logo, vislumbrei-me com o horizonte espraiado nos teus olhos sinceros. Endogenamente, esconjuravas-me no silêncio, onde me consideravas mais um imbecil no seio de um país inútil… Só era mais um…
Encorajei-me, depois, no envio de uma mensagem por correio electrónico e o âmago já suspirava por uma resposta que não chegava. Com as novas tecnologias de informação e de comunicação, reencontrámo-nos, onde divulgaste a resposta que a caixa de mensagens do meu endereço electrónico tinha rejeitado… Até as máquinas forjadas pelo Homem pregam partidas…
Combinámos um encontro num espaço divino de Lisboa, onde calcorreámos junto ao rio. Bebíamos as palavras que ambos dizíamos na sinceridade do momento, saciando a sede que as bocas coutadas manifestavam no silêncio, até que a noite terminou num beijo demorado…
E abriu-se o Horizonte na leda madrugada, o que, hoje, corrobora o espírito de gladiador entranhado em mim. Estou na estrada e parto ao alcance de um objectivo - o sonho vital…Pois é... Em qualquer auto-estrada não se pode fazer inversão de sentido de marcha…
João Garcia Barreto
quarta-feira, maio 24, 2006
domingo, maio 21, 2006
Anseio-te em qualquer lugar
Anseio o Infinito desenhado no teu corpo
Coberto por um tule irisado...
Anseio o desejo que se estende no horizonte
Pintado num beijo demorado...
Anseio o desvelo que se espelha no abraço
Legado numa dança no Mundo...
Anseio o ensejo que se insurge no tempo
Matizado num gesto fecundo...
Anseio-te em qualquer lugar,
Onde deixas tanto de ti...
Quero-te em mim na leda madrugada,
Onde sintas, depois, o tempo que vivi...
João Garcia Barreto
Coberto por um tule irisado...
Anseio o desejo que se estende no horizonte
Pintado num beijo demorado...
Anseio o desvelo que se espelha no abraço
Legado numa dança no Mundo...
Anseio o ensejo que se insurge no tempo
Matizado num gesto fecundo...
Anseio-te em qualquer lugar,
Onde deixas tanto de ti...
Quero-te em mim na leda madrugada,
Onde sintas, depois, o tempo que vivi...
João Garcia Barreto
quinta-feira, maio 18, 2006
Paixão - Um Momento Que Amanhece
segunda-feira, maio 15, 2006
Saudade
terça-feira, maio 09, 2006
O Amor Não Se Empresta
quarta-feira, abril 19, 2006
Eternidade
terça-feira, abril 11, 2006
domingo, março 19, 2006
Mais Um Dia Especial...
Comemora-se, hoje, mais um dia dedicado a uma das pessoas que teve a responsabilidade de colocar mais um ser humano no Mundo. Devemos aquilo que somos à educação ou não educação de quem abriu-nos as portas à vida inconstante que vivemos. E, talvez, o que é constante na vida é viver, amando e ultrapassando os obstáculos que surgem no tempo...
Não quero fazer deste texto um ensaio filosófico. Quero manifestar-me, desta forma, pela perseverança e primazia de quem me arquitectou sem pensar no resultado final. E, assim, sou tudo aquilo que vês...
Fizeste-me perceber que o amor é um momento, onde entregamos o âmago fiel à aventura coadjuvada pela loucura, longe da razão que nos corrói sem cessar. E tu sabes que sou assim... Sou um eterno e louco aventureiro, que nunca resistiu ao desejo...
Sei sempre regressar ao lugar conquistado. Sei chorar, rir e o prazer de sorrir. Ensinaste-me a lutar e a agarrar o ensejo com a força das mãos e a viver na terna saudade. Por isso, afirmo-te, aqui, que sou o filho perene do Mar...
A ti, Pai...
João Garcia Barreto
Não quero fazer deste texto um ensaio filosófico. Quero manifestar-me, desta forma, pela perseverança e primazia de quem me arquitectou sem pensar no resultado final. E, assim, sou tudo aquilo que vês...
Fizeste-me perceber que o amor é um momento, onde entregamos o âmago fiel à aventura coadjuvada pela loucura, longe da razão que nos corrói sem cessar. E tu sabes que sou assim... Sou um eterno e louco aventureiro, que nunca resistiu ao desejo...
Sei sempre regressar ao lugar conquistado. Sei chorar, rir e o prazer de sorrir. Ensinaste-me a lutar e a agarrar o ensejo com a força das mãos e a viver na terna saudade. Por isso, afirmo-te, aqui, que sou o filho perene do Mar...
A ti, Pai...
João Garcia Barreto
segunda-feira, março 06, 2006
Peter's
Encontro uma Ilha.
Será maravilha
Ou tem o que ninguém deu
Durante a viagem para o outro lado.
É mais outra ilha...
Será que é mais outro porto
Em que se bebeu
E se esqueceu um outro fado
Há quem espere por nós assim
Mesmo ao meio da rota do fim,
Há quem tenha os braços abertos
Para nos aquecer e acenar no fim.
Há quem tema por nós assim
Quando os barcos partem por fim,
Há quem tenha os braços fechados
Com um beijo jurado, eu voltarei para ti...
Nunca é miragem.
Sabemos que o cais é certo,
É a estrela polar
Em sol aberto a castigar.
Ficamos mais perto.
Sentimos mais dentro
A força do que nós somos
E do que queremos reconquistar
Há quem espere por nós assim
Mesmo ao meio da rota do fim,
Há quem tenha os braços abertos
Para nos aquecer e acenar no fim.
Há quem tema por nós assim,
Quando os barcos partem por fim,
Há quem tenha os braços fechados
Com um beijo jurado, eu voltarei pra ti...
Dança de nuvens...
O vento é meu companheiro
Para me embalar no meu repouso
De aventureiro.
Há quem espere por nós assim,
Mesmo ao meio da rota do fim,
Há quem tenha os braços abertos
Para nos aquecer e acenar no fim.
Há quem tema por nós assim,
Quando os barcos partem por fim,
Há quem tenha os braços fechados
Com um beijo jurado, eu voltarei pra ti...
Luís Represas
Será maravilha
Ou tem o que ninguém deu
Durante a viagem para o outro lado.
É mais outra ilha...
Será que é mais outro porto
Em que se bebeu
E se esqueceu um outro fado
Há quem espere por nós assim
Mesmo ao meio da rota do fim,
Há quem tenha os braços abertos
Para nos aquecer e acenar no fim.
Há quem tema por nós assim
Quando os barcos partem por fim,
Há quem tenha os braços fechados
Com um beijo jurado, eu voltarei para ti...
Nunca é miragem.
Sabemos que o cais é certo,
É a estrela polar
Em sol aberto a castigar.
Ficamos mais perto.
Sentimos mais dentro
A força do que nós somos
E do que queremos reconquistar
Há quem espere por nós assim
Mesmo ao meio da rota do fim,
Há quem tenha os braços abertos
Para nos aquecer e acenar no fim.
Há quem tema por nós assim,
Quando os barcos partem por fim,
Há quem tenha os braços fechados
Com um beijo jurado, eu voltarei pra ti...
Dança de nuvens...
O vento é meu companheiro
Para me embalar no meu repouso
De aventureiro.
Há quem espere por nós assim,
Mesmo ao meio da rota do fim,
Há quem tenha os braços abertos
Para nos aquecer e acenar no fim.
Há quem tema por nós assim,
Quando os barcos partem por fim,
Há quem tenha os braços fechados
Com um beijo jurado, eu voltarei pra ti...
Luís Represas
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Que belo é o olhar sincero no tempo...
Não sei o que viste em mim para te enlouqueceres com o meu olhar que vagueia na tua beleza infinita. Derretes-te aquando exploras o meu sorriso esboçado na candura dos teus braços que me abraçam. Que belo é o enleio demorado...
Delicias-te com as mãos que tocam no teu rosto e com o perfume entranhado no meu corpo vadio, enquanto respiro a fragrância da tua pele macia. Que belo é o terno deleite...
Osculas-me na doce loucura que as mãos ocultam por entre os dedos e agarras-me ao silêncio que faço por ti, enquanto repouso no perene regaço que forjámos no jardim. Que belo é o olhar sincero no tempo...
Texto de João Garcia Barreto
Delicias-te com as mãos que tocam no teu rosto e com o perfume entranhado no meu corpo vadio, enquanto respiro a fragrância da tua pele macia. Que belo é o terno deleite...
Osculas-me na doce loucura que as mãos ocultam por entre os dedos e agarras-me ao silêncio que faço por ti, enquanto repouso no perene regaço que forjámos no jardim. Que belo é o olhar sincero no tempo...
Texto de João Garcia Barreto
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